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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

DIABETES MELLITUS

A diabetes é uma das doenças humanas mais antigas que se conhecem, embora só nos últimos 100 anos se tenha desenvolvido uma verdadeira compreensão da doença. Nesta doença, existe o comprometimento da insulina – a hormona reguladora da glicémia (concentração de glicose no sangue). Esta hormona é produzida nos ilhéus de Langerhans do pâncreas.

Existem dois tipos de Diabetes Mellitus, consoante o tipo de deficiência de produção da insulina:
            - tipo 1 (ou diabetes mellitus insulino-dependente) - falência total na produção da hormona; começa em pacientes mais novos, que necessitam de injecções regulares de insulina
            - tipo 2 (ou diabetes mellitus não insulino-dependente) - combinação entre uma deficiência parcial na produção de insulina e uma diminuição da sensibilidade do organismo aos efeitos da mesma (resistência à insulina); mais comum em adultos ou idosos e controlável através de fármacos de administração oral ou através do controlo da alimentação

A glicose é obtida exogenamente (alimentos) e endogenamente (metabolismo glicídico no fígado), sendo uma parte armazenada sob a forma de glicogénio e outra usada para o consumo de energia. Ao ligar-se aos receptores específicos, a insulina leva a que as células extraiam a glicose do sangue, reduzindo a glicemia:
            - aumentando a glicose hepática armazenada como glicogénio
            - impedindo o fígado de libertar demasiada glicose
            - favorecendo a absorção de glicose noutros tecidos
Logo, uma falha na produção de insulina representa um verdadeiro desequilíbrio neste complexo e importante sistema.
 
Após uma refeição, ocorre um aumento da glicose no sangue (glicémia). Como não há controlo da glicemia pela insulina, estes valores continuam a subir. Acima de um determinado nível, a glicose começa a passar do sangue para a urina (urina doce), aumentando a probabilidade de ocorrerem infecções, como a cistite e a candidíase, já que o ambiente se torna mais favorável ao desenvolvimento dos germes.
Os rins tentam livrar-se da glicose em excesso excretando mais sais e, consequentemente, mais água (aumento do volume urinário – poliúria). Esta é um dos primeiros sintomas da doença. Outros sintomas importantes são: sede excessiva, desidratação, infecção do tracto urinário, perda de peso, cansaço, fraqueza, letargia, visão turva (devido à desidratação do cristalino).

 
Tem-se registado um aumento da incidência da diabetes dos 0 aos 4 anos (tipo 1), sem motivo conhecido. Não é lógica uma mudança do padrão genético tão rápida. Pensa-se que terá relação com o ambiente (alimentação), já que, por exemplo, crianças que nascem com pouco peso, muitas vezes, vêm a ser obesas ou a ter diabetes (devido ao excesso de alimentação nos primeiros anos de vida, promovidas pelos próprios pediatras).
Entre os factores de risco acrescido de desenvolvimento do tipo 2 da doença incluem-se: idade superior a 45 anos, história familiar da doença, sedentarismo, níveis reduzidos de HDL (vulgar “colesterol bom”), HTA (hipertensão arterial), doença coronária e uso de medicamentos que elevem os níveis glicémicos (cortisonas, diuréticos e beta-bloqueantes).
Na diabetes tipo I revela-se fundamental o diagnóstico precoce, embora não se possam tomar medidas preventivas. Estima-se que a população com diabetes tipo 2 duplique até 2025, motivo pelo qual é importante a sensibilização da população para as medidas preventivas a tomar no sentido de evitar a diabetes tipo 2: manutenção do peso normal, prática de exercício físico regular, não fumar, controlo da pressão arterial, …
 
Fica a minha promessa de num futuro post explicar como é feito o diagnóstico e abordar as várias terapêuticas usadas no tratamento da diabetes.
publicado por Dreamfinder às 22:49

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